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5/18/2004

Ein kein manifestum


Sobre os detritos do real deito as sombras do que não existirá jamais
e pouco me importam as lições
os ensinamentos
as tragédias alheias .
tudo que foi escrito e pintado é somente tudo que existe .
isso e este corpo onde me deito
este corpo que encontra no espelho .
este corpo-matéria
máquina- veículo que me acarreta a morte.

um corpo a desmentir o que sou .

acreditamos no espírito porque o engendrámos.
inventei-me e por isso me pertenço ,irrevogavelmente .
e sou o caçador, sou o inventor , tenho as memórias que quiser ter .
sou quem me fará morrer porque eu me nasci em mim
e nem eu sei onde findo.

além de homens e muitas mulheres tenho um animal cego dentro de mim
não lhe sei o nome e nem o dia da sua criação
ele aconteceu como uma dor inevitável .
escolho o que não é indiferença
e sinto repulsa pelos letárgicos, pelos duvidosos ,por todos os cobardes .
tenho cores por inventar , e o céu que existe ,
o único céu que existe, é o que trago dentro das unhas.

nunca mais me peçam o consolo .se não te serves ,inventa-te.
rasga a pupila. não conseguiste ver , pois não, o filme ?
mas tudo começa assim, rasgando a pupila.
self-iconoclastia.
só prestas para ver o que não se vê.
se o puderes , se o ousares
então talvez possas adiar o dia da tua morte .