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7/18/2004

inabitável presença 
 
nem os carros que passam sempre,vermelhos, pretos ou de qualquero outra cor indefinida, nem os papéis que nunca estarão no lugar ou as poucas histórias que me contaste.
nem as palavras imperfeitas que já te dei ou os gestos a amarem-te mais do que eu,nem as paisagens vazias que atravessaremos,sem medo do silêncio .nem os dias em que não haverá mais corpo meu que te abrace e encontre ou data apontada na agenda ,importante,não esquecer a marcador vermelho.
e nem a cidade que agora é tua ,mesmo que não saibas o nome das ruas. nem o mar nem a alegria nem o nome das árvores todas .
 
tudo  como um resto ,uma penumbra já sem fantasmas e rostos , sem memória.
não sabemos se fomos nós,ou se era um filme,mas  também havia um homem , uma mulher e a sala estava vazia.
era tão triste o rosto de ambos enquanto ele  lhe sussurrava algo que não se ouvia .
 
conheço uma mulher que esperou um homem  que não conhecia .

e nem as casas demolidas,nem o mercado a esvaziar-se cheio de pombas,nem a bilheteira tão triste daquele cinema.
nem todos os endereços ou cartas devolvidas ,nem os livros por ler e os filhos que não nasceram.nem eu
e nem a terra toda .