<body><script type="text/javascript"> function setAttributeOnload(object, attribute, val) { if(window.addEventListener) { window.addEventListener('load', function(){ object[attribute] = val; }, false); } else { window.attachEvent('onload', function(){ object[attribute] = val; }); } } </script> <div id="navbar-iframe-container"></div> <script type="text/javascript" src="https://apis.google.com/js/plusone.js"></script> <script type="text/javascript"> gapi.load("gapi.iframes:gapi.iframes.style.bubble", function() { if (gapi.iframes && gapi.iframes.getContext) { gapi.iframes.getContext().openChild({ url: 'https://www.blogger.com/navbar.g?targetBlogID\x3d5890420\x26blogName\x3dtorneiras+de+freud\x26publishMode\x3dPUBLISH_MODE_BLOGSPOT\x26navbarType\x3dBLUE\x26layoutType\x3dCLASSIC\x26searchRoot\x3dhttp://torneirasdefreud.blogspot.com/search\x26blogLocale\x3dpt_PT\x26v\x3d2\x26homepageUrl\x3dhttp://torneirasdefreud.blogspot.com/\x26vt\x3d6977037342804099436', where: document.getElementById("navbar-iframe-container"), id: "navbar-iframe" }); } }); </script>

4/25/2005

desafinado

amor e felicidade são conceitos díspares (consultar nélson rodrigues). o amor é um assalto à mão armada, intempestivo perturbador da modorrenta banalidade acolchoada do eu, um alargado síndrome de estocolmo.
pior, é um salvo-conduto para dizer, fazer e pedir coisas ridículas, tais e tantas , sendo ainda gloriosamente perdoado por tal infâmia.
e , sobretudo, é o que em nós o amor faz surgir que nos faz ,primordialmente, gostar do amor. claro que é exactamente essa também toda a matriz da tragédia. é possível continuar a amar alguém que não nos ama. mas é impossível continuar a amar o que o amor nos suscitava, porque isso , sim, fica irremediavelmente perdido.
de repente, temos menos piada, somos mais feios, menos intelectuais e muito mais verdadeiros .
em suma, o outro e o amor são uma anamorfose da nossa incompetência.